quarta-feira, 21 de julho de 2010

Justiça 40º - Maria da Penha



Atualizando novamente. Agora com Maria da Penha, escrito pelo Brenno Dias e desenhado/finalizado por mim!

Carlos Guerra é um personagem criado pelo Brenno, numa espécie de Justiceiro carioca. A temática é muito parecida, tragédia familiar, vida anonima e caça a bandidagem.

Nessa edição especial de 6 páginas, entítulada de Maria da Penha, ele vai a caça de um foragido do nordeste que espanca a atual esposa aqui no Rio. Após interceptar uma conversa do pai da garota e pressionar um mal elemento num boteco, ele finamente descobre aonde o cara se enfiou, e vai em seu encontro.

Essa história foi um baita teste, porque fiz logo depois daquelas ilustrações do penúltimo post, que foram meus únicos testes com aguada. Mas eu decidi usar a técnica aí, e gostei do resultado! Tive 8 dias para desenhar e finalizar as 6, foi bem corrido (eu tinha que ir pra SP, fazer o curso da Quanta), mas deu certo.

Foi desenhada para o projeto "Usufruir a Pesca", um projeto financiado pelo PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) somente para quadrinistas iniciantes. Edição bacanuda, formato maior que o americano (sem régua, mas posso lhes garantir que é um palmo e meio por um inteiro xP) e papel de ótima qualidade. Chegou nas minhas mãos ontem, mas só 4 edições, e não vai ter nas bancas, só os artistas participantes. Talvez venham mais depois.
Infelizmente não tivemos tempo para fazer uma história maior, mas eu gostei do resultado, foi uma experiência bem legal.


Esse post deveria estar antes do Mandrake, já que eu fiz isso um dia antes de viajar e aquele um depois de chegar... Saudades de produzir assim, mas espero retomar o ritmo muito em breve!


Aguardem! E aguardem também novas atualizações!


terça-feira, 1 de junho de 2010

Mandrake





Bem, "A Cara do Mandrake" foi um concurso que saiu em dezembro ainda se não me engano, mas eu só fui aprontar o material as vésperas do prazo final (1 de fevereiro inicialmente), porque fui pra Sampa participar do curso de férias da Quanta. (Que foi foda, vou falar disso em outro post).

Bem, a proposta era que o vencedor iria desenhar a adaptação em quadrinhos do Mandrake, do Rubem Fonseca (e que tinha uma séria na HBO). Acontece que no fim das contas rolou um atraso de vários meses no resultado, e no final foi uma marmelada, pois sem querer desmerecer o vencedor, tinha gente bem melhor (e eu não to falando de mim, eu mesmo tava torcendo por um outro cara fodão que apareceu lá, mas tinham pelo menos dois tops ali).

Link do blog do concurso:
http://www.acaradomandrake.com.br/blog/

Os cara sinistros: Chico e meu predileto que era o Frame 01.

Eu vou te contar, tomei um porre enquanto desenhava isso, no dia seguinte quando acordei e fui terminar a 2º página e finalizar as 2, tava com uma puta crise alérgia e uma dor de cabeça colossal. O traço saiu tremido... Bem, certamente não misturo mais bebida com trabalho (mesmo um que não tenha tanta expectativa).

Mas foi legal dar essa treinada aí.

Para quem não sabe, o cara é um detetive e grande pegador, e suas histórias passam pelo que há de melhor no cenário carioca.
Podia ter feito algo melhor, mas não rolou =(
Tentei uma técnica diferente de hachuras mas não funcionou bem.

Vale a pena de uma olhada na resolução grande, e os lápis estão bem definidos.
Lá em cima uns treinos do perfil do Mandrake que fiz antes de partir pras páginas.

Fui-me!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nanquinizando na aguada





Finalmente voltando a atualização, agora com algumas coisas que andei fazendo no final de dezembro, mas que ainda não tinha postado aqui.
Como tenho dito nos últimos posts, fiquei meses e meses, muitos mesmo, sem atualizar o blog, então acabei acumulando um bocado de coisas.

Depois de postar umas 28 páginas de quadrinhos (Palestina), o processo de produção da capa e alguns desenhos no grafite, chego hoje com alguns esboços que acabei resolvendo finalizar.

Esse Namor foi beeeem rápido, fiz um desenho rápido para finalizar rápido, com o objetivo de fazer um teste com aguada. Aguada é como chamamos a finalização que mistura nanquim (tinta preta especial) puro e nanquim com água. O efeito conseguido é parecido com aquarela (tanto que também é chamada de aquarela de nanquim).

Com essa técnica, podemos alcançar diversas tonalidades de cinza, e eu sempre tive muita vontade de dominar, mas nunca havia tentado nada. Esse Namor foi minha primeira tentativa, e ta com vários defeitos no desenho, porque foi feito rápido para testar a técnica.
Acho que foi razoável para uma primeira tentativa.

Em seguida, veio o punho, que caprichei um pouco mais, apesar de numa mão ter erro feio no dedão... Mas tudo bem, valeu como experiência e até que deu uma ilustração bacana.

Por fim um Wolverine também bem rápido... Acho que fui pegando o jeito dessa técnica rápido!

Abraço a todos que venham a ler essa bagaça! =P

Beijo pro meu amorzão!

Obs: Meu scanner não tem pego bem os cinzas mais claros, o que é possível ver pela maior difrença de tons na foto lá de cima, pro desenho em si do Namor logo abaixo.







quarta-feira, 3 de março de 2010

Variados Marvel



Após terminar o trabalho sobre a Palestina, tava em final de período na faculdade e não adiantei nenhum projeto especifico, porém rabisquei algumas coisas. Vou postar então algumas delas aqui, mas não tem necessidade de maiores explicações. São desenhos aleatórios dos quais escolhi alguns.
Esses que to botando são de heróis, porque sinceramente, eu fiquei meses sem desenhar alguns, e eu acabei rabiscando bastante deles =P

Geralmente feitos na aula, alguns na prancheta mesmo, mas enfim, espero que curtam!
Vou tentar botar mais ou menos na ordem que lembro de ter feito.

Ronin
Mulher-Hulk
Aranha
Capitão América Ultimate







quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Palestina: Processo de criação da capa.



Bem, a imagem que você ta vendo aí em cima é justamente a capa do projeto cujas páginas apresentei todas no último post (ontem), e que está pronto desde outubro.

A versão colorida aí em cima foi pintada pelo Troiano, parceiro da faculdade que ta ficando craque na pintura digital, e que já havia pintado o meu Hank Pym um tempo atrás (olhar uns 4 ou 5 posts atrás).

Mas não postei junto com as páginas ontem, porque preferi mostrar cada etapa aqui, então era melhor fazer um post destacado pra capa.

Primeiro fiz um esboço bem pequeno com uns 9 centímetros de altura, que é a imagem logo após o texto que você está lendo, nobre midgardiano. Depois disso, fiz uma rascunhão em A3, baseado nesse esbocinho, ajeitando às medidas exatas do papel final (mas esse não tinha necessidade de escanear, era bem parecido com esse pequeno aí, bem solto também).
Usei referência fotográfica passada pela Beth Monteiro, e reparem que os espaços dos textos já são inseridos no rascunho, da mesma forma que faço com os balões no thumbnail de uma página de quadrinhos.



Em seguida, pego esse A3 feito em papel de gramatura ofício, e uso na mesa de luz sob um papel de gramatura maior, desenhando com grafite leve (hb acho) as linhas gerais e o desenho em si, e depois dando um acabamento com lápis 2b. A mesquita ao fundo foi uma sugestão da Beth após ver meu esboço. Usei também referência fotográfica (óbóvio) e fiz com lapiseira 0.5.
Mas sabe o que foi mais chato? Essa malditas pedrinhas... Estavam na referência fotográfica que ela me passou, e eu inseri, afinal, o guri ta num lugar desolado, e não é o Grand Canion nos EUA, tem que dar o aspecto daquela região, então preferi não omitir ou contornar as pedrinhas, por mais chatas que fossem.
Gostei do resultado final a lápis e foi aprovado, assim sendo parti pra finalização...




Na faculdade, imprimi esse desenho a lápis no papel que eu usaria para finalizar. Imprimi na cor azul, de maneira que após finalizar sobre esse azul, eu tiraria no photoshop e ficaria somente meu nanquim na imagem digitalizada (mesmo pessoalmente o azul some a primeira vista).
Esse foi um processo que usei em TODAS as páginas, preservando assim os originais a lápis, para o caso de haver algum problema, o que devido à minha inexperiência era bem possível (e até ocorreu em uma página), evitando assim que eu tenha de refazer toda a página em caso de acidente.
Usei somente pincéis na finalização, e o fiel Indian Ink! No desenho do prédio, canetas nanquim descartáveis (a minha recarregável é 0.4, muito grossa a linha para essa ocasião, mas sempre uso pra fazer os quadrinhos nas páginas).

Depois disso passei pro Troiano fazer as cores (cara, tenho mesmo que aprender isso).




Bem, sobre a parte técnica ou de produção das cores dele já não posso falar muito (pois não entendo porra nenhuma), mas adorei o resultado. Ele soube acatar bem minhas sugestões, e realizou um ótimo trampo em cima do meu nanquim. Vejo muitos trabalhos dele, mas pessoalmente acho que no gigante e nessa capa ele mandou excepcionalmente melhor.




Espero que tenham gostado de ver um pouco do meu processo de produção, e tenham curtido novamente as cores do Héder Lima, mais conhecido como Troiano.

Podem encontrar ele aqui no blog dele (que também anda meio abandonado no momento):
http://troianocomics.blogspot.com/
Ou no deviantart (ele também migrou pra lá, até antes de mim):
http://troianocomics.deviantart.com/

Dúvidas, reclamações ou sugestões? Chame o gerente! xP


Depois do almoço continuo a atualização relampagoooouuu!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Palestina: As Pedras do Caminho

Bom, então vamos ao trabalho...

Começando essa atualização depois de meses pelo trabalho que me fez afastar daqui por um tempo (no início, depois continuei afastado porque sou sacana mesmo).

O último post que eu havia feito inclusive foi sobre isso: "Palestina: As Pedras do Caminho", com dialogos por Beth Monteiro e adaptação e arte por mim, Denis Mello.

Foram 28 páginas e a capa. Levei cerca de 27 dias para desenhar tudo (conciliado com faculdade e outras coisas da vida), e como não desenhei todos os dias, isso significa que foi uma produção bem rápida. Claro, eu não fazia muito uso de perspectiva, o que facilitava na agilidade, apesar de deixar a desejar em outros pontos.


A finalização foi feita toda com pena e pincel, e em algumas poucas partes usei canetas (fora as bordas dos quadros, em que foram usadas sempre). Foi uma baaaaaaaaaaita experiência, pois me trouxe uma prática com esses materiais (e até mesmo com o nanquim em si) que até então eu não fazia idéia. Sério, eu nunca havia usado pena nem pincel na vida (só e somente só no Gigante), foi tudo sendo experimentado aí, e achei isso muito louco, porque foi gostoso demais descobrir, e tornar um trabalho um grande laboratório.
Nem precisa dizer que fiz tudo em A3 né?

Por questõe$ editoriais (fim de ano, férias, carnaval) o projeto só vai ter continuidade a partir de Março, mas creio que dentro de alguns meses deva ser públicado, as coisas parecem estar bem encaminhadas, apesar de paradas (terminei a arte em Outubro se não me engano).

Bom, Geralmente abro meus posts com uma imagem, mas dessa vez não fiz isso porque... POSTEI TODAS AS PÁGINAS AÍ EM BAIXO!
É isso aí... Como não vai ser um material de banca e nem estará disponível para qualquer um (circulará dentro do movimento Palestino). Também não está com dialogo, só com minha arte mesmo, então não tem problema.

A história conta a vida de Mohamed, um menino da Palestina criado pelo avô. Com uma abordagem inícial bem sútil e mastigada sobre a situação política e social do país, o avô explica para Mohamed de forma que a criança entenda, ou seja, fácil absorção pro leitor leigo no assunto.
Após essa geral que vai mais ou menos até a página 18 se bem me lembro, Mohamed está em sua juventude, estudando medicina no fundão (UFRJ), e rola uma discussão sobre o assunto já falando sobre as entifadas, numa abordagem mais madura da situação, ele resolvem criar um grupo de protesto.
Na parte final, após sua formatura, ele retorna à terra natal como médico de cruz vermelha, encontrando uma garota com a história trágica parecida com a sua (família morta pela violência insensata daquele lugar), e resolve adotá-la diante de tamanho drama, somente para morrer logo depois durante um bombardeio ao hospital, reencontrando sua avô num outor plano ou sonho após o desabamento de escombros sobre ele.

É triste o final, mas eu sinceramente gostei... É muito difícil encontrar alguém por lá com final feliz, logo...

Lembrando que a publicação será em formato americano, em preto e branco mesmo.


Sinceramente, pra um primeiro trabalho, e para alguém que começou a investir nisso só de 2006 para cá (no caso, esse trabalho foi de 2009), acho que foi uma boa evolução, mas claro que ainda tenho muito o que aprender, e quando olho algumas coisas nesse trabalho já fico imaginando várias maneiras melhores de resolver certos problemas.

Esse olhar é muito importante e enfim... Vou parar de enrrolar porque tem bastante coisa procês verem!

Fui-me! Até daqui 20 minutos no meu próximo post da atualização relâmpago!


Na verdade minha irmã vai ficar no pc um pouco heuheuehuehe mas mais tarde posto mais